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O que é a gestão da superfície de ataque (ASM)?

by FireMon

A gestão da superfície de ataque (ASM) é o processo contínuo de descobrir, inventariar, classificar e monitorizar os ativos digitais de uma organização para minimizar vulnerabilidades e reforçar a cibersegurança global. Embora definir a postura de segurança adequada possa ser um desafio tanto para CISOs como para administradores de TI, um bom enquadramento para essa postura pode ser encontrado sob a perspetiva da gestão da superfície de ataque (ASM).

O que é uma superfície de ataque

Uma superfície de ataque abrange todos os pontos onde um atacante pode tentar entrar num ambiente ou rede ou extrair dados dos mesmos. Inclui todos os possíveis pontos de comprometimento dentro de uma rede, como hardware de endpoint, aplicações e até pessoas, bem como serviços de terceiros que possam ligar-se a uma rede através de APIs ou outros protocolos. A superfície de ataque pode ser dividida em três categorias principais: digital, física e humana.

  • Superfície de ataque digital: Inclui todas as aplicações de software, redes, código e servidores utilizados por uma organização. Websites, serviços na cloud e qualquer serviço voltado para o exterior representam potenciais pontos de entrada.
  • Superfície de ataque física: Envolve o hardware e os ativos físicos de uma organização. Os ativos físicos incluem também dispositivos IoT e outro hardware ligado. O acesso não autorizado a localizações físicas, como centros de dados ou escritórios, pode originar violações de segurança.
  • Superfície de ataque humana: O elemento humano é frequentemente o elo mais fraco da segurança. Ataques de engenharia social, phishing e ameaças internas visam as pessoas dentro da organização.

Compreender a totalidade de uma superfície de ataque é essencial para implementar estratégias de segurança robustas. As organizações devem avaliar e gerir continuamente as suas superfícies de ataque para se anteciparem a potenciais ameaças.

Por que é importante gerir a sua superfície de ataque

Então, o que é a gestão da superfície de ataque e por que é tão fundamental para proteger os ativos de uma organização? A ASM é crítica pelas cinco razões seguintes:

1. Descoberta de ativos e identificação de vulnerabilidades

A ASM ajuda a identificar todas as potenciais vulnerabilidades na infraestrutura de TI de uma organização. Ao saber onde existem potenciais pontos de ataque, as organizações podem priorizar os seus esforços de segurança em conformidade.

2. Mitigação do risco

Ao compreender e gerir a superfície de ataque, as organizações podem reduzir significativamente o risco de ciberataques. Esta abordagem proativa ajuda a mitigar potenciais ameaças antes que possam ser exploradas.

3. Conformidade de firewalls e regulamentação setorial

Internamente, a maioria das organizações tem regras internas de conformidade de firewalls e utiliza ferramentas de gestão de políticas de firewall para monitorizar alterações nas permissões e vulnerabilidades nos pontos de acesso à rede. Externamente, muitos setores estão sujeitos a regulamentação rigorosa em matéria de segurança de dados. A ASM ajuda a assegurar a conformidade com estas regras internas e com a regulamentação setorial, mantendo um ambiente seguro e controlado.

4. ROI

Tratar as vulnerabilidades de forma proativa pode ser muito mais rentável do que lidar com as consequências de uma violação de segurança. A ASM ajuda a prevenir incidentes dispendiosos e reduz o potencial de perdas financeiras.

5. Postura de segurança avançada

A gestão contínua da superfície de ataque pode contribuir para uma postura de segurança globalmente mais forte. As organizações podem responder rapidamente a ameaças emergentes e adaptar as suas defesas de forma dinâmica.

Tipos de superfícies de ataque

Compreender os diferentes tipos de superfícies de ataque é fundamental para uma gestão de segurança abrangente. Podem ser categorizados da seguinte forma:

Superfície de ataque digital

  • Aplicações web: Os websites e serviços online são alvos preferenciais dos atacantes devido à sua acessibilidade.
  • Infraestrutura de rede: Routers, switches e firewalls que podem ser visados para acesso não autorizado.
  • Endpoints: Dispositivos como portáteis, computadores de secretária e dispositivos móveis que se ligam à rede.

Superfície de ataque física

  • Centros de dados: Localizações físicas onde estão alojados os servidores e a infraestrutura crítica.
  • Escritórios: Locais onde os colaboradores trabalham, que podem ser visados para violações físicas.
  • Dispositivos de hardware: Dispositivos físicos que podem ser manipulados para obter acesso não autorizado à rede.

Superfície de ataque humana

  • Colaboradores: Membros da equipa que podem ser vítimas de ataques de phishing ou de engenharia social.
  • Fornecedores terceiros: Parceiros ou prestadores de serviços com acesso aos sistemas e dados da organização.

Principais funções da gestão da superfície de ataque

Uma ASM eficaz envolve um conjunto de funções concebidas para monitorizar e proteger continuamente a superfície de ataque. Tim Woods, Vice-Presidente de Alianças Tecnológicas da FireMon, recorre a uma analogia com um guarda-costas para explicar a funcionalidade da ASM. Se estiver a proteger um dignitário, a primeira pergunta que faria seria: «Quando e como chega a um determinado local?», seguida de «Como está a chegar aqui e quem vem consigo?». «Se a resposta a qualquer uma destas perguntas for “não sei”, então a probabilidade de conseguir proteger esta pessoa aproxima-se de zero», afirmou Woods. «O mesmo acontece se os profissionais de segurança de TI forem incumbidos de proteger coisas que nem sequer sabem que existem, e não sabem onde residem, não conhecem o valor dos dados, não sabem quão persistentes são, ou se são efémeras, e assim por diante.» É aqui que entra a descoberta contínua. As funções da ASM incluem:

  • Descoberta contínua de ativos: Identificar todos os ativos no ambiente da organização, incluindo aqueles que possam ser desconhecidos ou esquecidos. Este é um aspeto crítico de qualquer plataforma de gestão da superfície de ataque.
  • Gestão de inventário: Manter um inventário rigoroso e atualizado dinamicamente de todos os ativos, incluindo hardware, software e componentes de rede.
  • Identificação de vulnerabilidades: Analisar regularmente a existência de vulnerabilidades nos ativos identificados.
  • Avaliação de ameaças: recolha e análise de informações sobre potenciais ameaças e atacantes dirigidos à organização.
  • Monitorização contínua: monitorização permanente da superfície de ataque para detetar atividade atípica ou sinais de violação, com alertas em tempo real.
  • Correção: ação imediata para corrigir as vulnerabilidades identificadas.

Descubra por que razão uma gestão de segurança eficaz começa com a deteção de ativos.

Desafios da ASM

Apesar da sua importância crucial para as posturas de segurança de rede, a ASM apresenta vários desafios:

  • Mudança permanente: a superfície de ataque evolui constantemente com novas tecnologias, atualizações de aplicações e alterações na infraestrutura da organização. Acompanhar estas mudanças é um desafio contínuo.
  • Elevado consumo de recursos: uma ASM eficaz exige recursos consideráveis, incluindo pessoal especializado, tempo e tecnologia.
  • Integração com os sistemas existentes: integrar ferramentas de ASM na infraestrutura de segurança existente pode ser complexo e exigir um esforço significativo.
  • Falsos positivos: volumes excessivos de dados e de alertas de vulnerabilidades podem gerar falsos positivos, dificultando a identificação de ameaças reais.

Como realizar uma avaliação da superfície de ataque

Realizar uma avaliação bem-sucedida da superfície de ataque envolve os seguintes passos:

  1. Definir o âmbito e os objetivos: delimitar claramente o que a avaliação irá abranger e quais os resultados pretendidos.
  2. Deteção de ativos: criar um inventário abrangente de todos os ativos, incluindo hardware, software e componentes de rede.
  3. Análise de vulnerabilidades: procurar vulnerabilidades conhecidas nos ativos identificados.
  4. Planeamento de risco: avaliar o impacto potencial e a probabilidade de cada vulnerabilidade identificada.
  5. Correção: desenvolver um plano para tratar e mitigar as vulnerabilidades identificadas.
  6. Monitorização contínua: recorrer à monitorização contínua para detetar e responder a novas vulnerabilidades à medida que surgem. Este é um princípio central da gestão contínua da superfície de ataque.

Ferramentas de gestão da superfície de ataque

Várias ferramentas podem contribuir para uma ASM eficaz:

  • Ferramentas de deteção de ativos: estas ferramentas ajudam a manter um inventário rigoroso de todos os ativos.
  • Ferramentas de testes de intrusão: as ferramentas de “pen testing” ajudam a simular ataques para identificar fragilidades.
  • Plataformas de informações sobre ameaças: estas soluções fornecem conhecimento sobre ameaças emergentes.
  • Ferramentas de Security Information and Event Management (SIEM): os SIEM recolhem e analisam dados de registo para identificar potenciais incidentes de segurança.
  • Ferramentas de Endpoint Detection and Response (EDR): as soluções de EDR monitorizam os endpoints em busca de atividade suspeita.

Muitas empresas de gestão da superfície de ataque disponibilizam estas ferramentas e plataformas como parte da sua oferta de segurança. A escolha da plataforma de gestão da superfície de ataque adequada pode aumentar substancialmente a capacidade de uma organização para gerir e proteger a sua superfície de ataque.

Como reduzir uma superfície de ataque

Reduzir a superfície de ataque implica várias estratégias:

  • Limitar a exposição: minimizar o número de serviços e aplicações expostos externamente para reduzir potenciais pontos de entrada.
  • Gestão de patches: atualizar e aplicar patches ao software regularmente para corrigir vulnerabilidades conhecidas.
  • Segmentação de rede: dividir a rede em segmentos para conter potenciais violações e limitar a propagação de ataques.
  • Controlos de acesso à rede: implementar controlos de acesso rigorosos para garantir que apenas os colaboradores autorizados acedem a sistemas e dados sensíveis.
  • Formação dos colaboradores: sensibilizar os colaboradores para as melhores práticas de segurança e para as ameaças mais recentes, reduzindo o risco de erro humano.
  • Implementar a autenticação multifator (MFA): Utilize MFA para acrescentar uma camada adicional de segurança no acesso aos sistemas.
  • Monitorização contínua: monitorize continuamente e atue com rapidez sobre potenciais ameaças. Este é um aspeto fundamental para uma gestão eficaz da superfície de ataque cibernético

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Perguntas frequen­tes

A superfície de ataque de uma organização representa todas as aplicações, endpoints, hardware e pessoas com acesso a uma determinada rede, incluindo plataformas e aplicações cloud de terceiros ligadas através de APIs. Por outro lado, as ameaças incluem vulnerabilidades muito específicas, internas ou externas a uma rede, que permitiriam a um atacante obter acesso ilícito à rede de uma organização.

O processo de descoberta da superfície de ataque de uma organização nunca é um evento único. Dada a frequência das alterações no panorama híbrido de uma empresa, é necessário procurar continuamente quaisquer novos ativos, portas expostas, serviços ou aplicações, repositórios cloud, APIs, portais de início de sessão, domínios primários e subdomínios.

O ciclo de vida da gestão da superfície de ataque é um processo contínuo de identificação, avaliação e mitigação de vulnerabilidades em toda a presença digital de uma organização. Envolve as seguintes etapas principais:
Descoberta e monitorização do inventário: identificar e acompanhar todos os ativos digitais.
Avaliação de riscos e identificação de vulnerabilidades: avaliar as ameaças aos ativos e o seu potencial impacto.
Remediação e mitigação: resolver as vulnerabilidades identificadas e reforçar os controlos de segurança.
Monitorização e melhoria contínuas: avaliar regularmente a eficácia do ASM e adaptar-se às ameaças.

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